Saiba como o conceito high-low saiu das passarelas
e foi parar na decoração. Conheça o segredo de misturar o luxo e o comum para
produzir ambientes únicos e cheios de personalidade
Misturar peças sofisticadas com outras mais simples
e baratas é o que se chama de high-low. O conceito, inaugurado pelos
fashionistas nos anos 90 e que conquistou antenados e celebridades por todo o
mundo, agora ultrapassa os limites da moda e invade o mundo da decoração.
As
peças high são as que possuem alto valor agregado, geralmente são produtos de
design assinados ou obras de arte. “São peças que, por si só, conferem ao
ambiente uma assinatura diferenciada. Pode ser, por exemplo, uma poltrona de
design exclusivo, um pendente superbacana ou um sofá diferenciado”, exemplifica
a arquiteta Renata Basques.
Já
as peças low fazem um contraponto a esse aspecto sofisticado - são básicas e
servem para complementar o espaço. “As peças low podem ser garimpadas em
antiquários, ferros-velho, supermercados, ou seja, são exatamente aqueles
objetos que não damos valor quando estão isolados, mas que em conjunto com
outros móveis podem dar charme e personalidade ao ambiente”, explica a
arquiteta Marina Dubal.
Ou
seja, criar diálogo, um conjunto harmônico entre os dois estilos, é exatamente
o segredo do high-low. “Uma peça de desenho reto pode conviver com outra de
design fantástico. Uma mesa lateral pode combinar tanto com um adorno de valor
financeiro ou com um adorno de valor afetivo. Ladeando uma cama, podemos ter um
criado mudo básico e uma mesa de família superantiga”, enumera Renata.
Gostou
da ideia? Então veja os projetos que as arquitetas fizeram e inspire-se!
As peças low podem ser exemplificadas pelos
nichos feitos de granito cinza andorinha, um dos mais barato que existem, que
ficaram perfeitamente harmônicos com a poltrona do designer Carlos Mota.
Projeto de Renata Basques.



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